sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Coincidências

Qual é a probabilidade de telefonar a um cliente e atender outra pessoa pois aquela está em reunião, começar a fazer conversa de chacha, que hoje é sexta-feira, que está sol, que este ano passou a correr e que estamos aqui estamos no Natal.

Daí a conversa passa que quanto mais velhos estamos, mais nos parece que os dias estão a correr. 

"Ai, mas pela voz a Parola deve ser ainda jovem"
"Pois...mas não...já não tão jovem"

Conversa vai, conversa vem e digo que vou fazer 40.

"40?? Não parece nada. Mas olhe, estamos no mesmo barco, eu também vou fazer 40. Já agora em que mês faz?", pergunta ela.
"É já em Outubro, está quase."
"Que engraçado, eu também, e o dia, já agora"
"Realmente, dia do Animal, 4 de Outubro"
....Silêncio....
"Está a brincar...eu também faço no dia 4, 40 anos!!!!"

O mundo é uma ervilha e hoje falei com alguém que faz a mesma idade que eu, no mesmo mês e no mesmo dia... Amazing ;)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Help

Preciso que alguém, de forma altruísta e com a convicção que me fará um favor e que, portanto, não será responsabilizada criminalmente, me fure os olhos com uma agulha de fazer malha.

Não que tenha alguma coisas nas vistinhas, até vejo muito bem, mas é que tenho um problema...e grave...é que os meus olhos não se adequam à minha carteira.
Nas raras ocasiões que vou às compras (DETESTO COMPRAS) tudo o que vejo e gosto é caríssimo...

Ando a ver prendas para o Parolo que faz anos para a semana. 
A intenção é boa, o que vejo maravilhoso, as ideias são mil, as possibilidades imensas...já a carteira....ui...pequeniiiiiina.

Pronto, ok, se não me querem furar os olhos, iniciem uma campanha mundial de recolha de participações na prenda fantástica do Parolo.

Desde já, o meu muito obrigada! ;)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

AL / DL #5

AL - Acabava de jantar, arrumava a cozinha e ia vegetar para o sofá. A maior parte das vezes chegava mesmo a adormecer tranquilamente.

DL - Acabo de jantar, arrumo a cozinha com uma sombra que insiste em querer ajudar-me....desajudando, claro.
Depois vamos brincar, ler livros, desarrumar tudo. A seguir vamos preparar para a cama - trocar a fralda, vestir o pijama, lavar os dentes, mãos e cara.
Chegamos ao quarto e o que acontece depois pode ser:

1 - Ela chora baba e ranho que não quer dormir, e enquanto berra deita-se e pufffff adormece;

2 - Ela dá beijinhos e fica mimalha e deita sem problemas e adormece;

3 - Igual ao anterior mas de vez em quando vai pedindo "Mamã, mão" e estende-me aquela mãozinha deliciosa;

4 - Deito-a na cama dela...ela não está a dormir mas está calma....e a primeira a adormecer...SOU EU...

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

É que ainda rio quando me lembro

Esta é daquelas histórias que só quem está presente é que acha graça. Daquelas que contadas, e então escritas, perdem pela falta de vivência da situação...e das caras do Parolo.

Uma delas foi a do Isidro que já contei, mas este fim de semana, o Parolo fez das suas de novo.

No Sábado deixamos a Delicinha Parolinha na minha sogra e fomos passear. Subimos pela marginal do Douro até Entre-os-Rios, sem capota, um sol maravilhoso, a companhia ideal, boa disposição, em suma, uma maravilha.

Passeamos, namoramos, conversamos, rimos. Ao fim do dia regressamos (ainda não achamos muita graça em dormir sem a miúda)mas ainda deu tempo para uma Sangria e uma Bruscheta com vista para o mar.
Ao sair do Xiringuito e a caminho da minha sogra, demos de caras com dezenas de motas em grupo. Um dos motards atravessou-se na estrada para que os outros pudessem entrar na via sem se perderem uns dos outros.
Quando terminou o cortejo o Parolo avançou e colocou-se ao lado da cauda final do grupo e, não sei porque ideia luminosa, deu 2 acelaradelas (o carro em que estávamos é um clássico e faz um barulho maravilhoso) o que se ouviu depois foi...Nada...N A D A...a não ser a minhas gargalhadas e eu a dizer "Que bargonha (mentira que não falo assim)!!!"

Bem...a cara dele quando os motards não reagiram, a cara dele a olhar para mim a gozar com ele, a cara dele a desejar que pudesse de qualquer forma fazer o tempo andar  para trás...foi imperdível, glorioso momento em que, mais uma vez, me ri dele e com ele.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Passadeiras vs Passeadeiras

Se há coisas que me irritam mais que os ciclistas nas suas lycras no meio da estrada, são os peões nas passadeiras.
Sendo que a maior parte dos meus encontros são com pessoas normais e cívicas, há sempre aquelas aves raras que não atravessam a rua, desfilam em slow motion pela passadeira de asfalto às riscas.

PORQUÊ???? PORQUÊ????

Será que terem o direito de prioridade quando estão na zebra lhes dá o direito universal de tomarem o tempo dos demais?? 
Há um objetivo, ir do ponto A para o ponto B, de um lado da rua para o outro. Será assim tão difícil fazê-lo de forma concentrada e rápida?
Ou vão ao telemóvel...ou vão a comer....ou vão a pensar na morte da bezerra... e quando lhes damos uma apitadela gritando "isto é uma passadeira, não é uma passeadeira" olham para nós como seres irascíveis, monstros que por terem carros se acham melhores que os outros.
Não é isso senhores, não é um complexo de superioridade, é apenas um impedimento prático de algo que deveria ser muito simples - atravessar a rua, ponto.

Perto de minha casa, em frente ao Centro Hípico do Porto, há uma passadeira super mal colocada. Está numa curva.
Quem vai se Leça para a A28 a dita está na subida mas está num local, quase um ponto cego do carro. Quando subimos estamos a curvar o carro e a zebra fica atrás da coluna A do carro (aquela entre a porta do condutor e o vidro da frente) e só quando estamos em cima dela é que vemos se tem alguém a atravessar (no sentido contrário, quem sai da autoestrada, a zebra fica no meio da curva na descida - um perigo, enfim...).
No outro dia, com o Parolo, estamos a sair de Leça e quando demos por nós paramos porque estava uma rapariga a atravessar...perdão, uma top model de uma marca internacional, tal era a lentidão com que se bamboleava pela passadeira. 
Ele parou para ela passar, mas era tal o arrastamento da criatura que levou uma buzinadela, é que não é nada, mas a lesmice dela podia originar um acidente do caneco. Um carro que estivesse a subir atrás de nós, como não tem visibilidade, poderia bater-nos na traseira.

Isto já para não imaginar que tinha a Delicinha no carro e se fosse algo de muito grave...nem quero pensar.

Voltando a buzinadela, o carro apitou, ela olhou..... e nada...ignorou-nos...pronto...levou uma aceleradela que até pinchou...ora porra...

Notem, não sou contra as passadeiras e acho que elas devem existir e devem ser respeitadas. Já testemunhei uma senhora a morrer atropelada por falta de passadeira; já testemunhei uma mãe com um filho ao colo a não ser colhida na passadeira por milagre (ela aproximou-se da passadeira, os carros pararam e ela avançou e de repente aparece um carro a acelerar por ali fora. Ela não foi colhida porque, por instinto, por mão divina, sei lá eu, parou a tempo).
Mas acredito que as pessoas têm que estar atentas e terem um comportamento cívico, lembrem-se, estão a ir do PONTO A para o PONTO B, não estão a mostrar ao mundo a colecção Outono-Inverno.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Oh Inclemência...

Oh Martírio...mas porque não posso ter nascido zilionária e estar SEMPRE de férias???

É só a mim que custa o regresso à dura realidade do trabalho ou há mais alguém que esteja em tristeza profunda por já não poder estar de chinelo no pé e papo para o ar?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ISIDRO

Ontem fomos às compras (o frigorífico estava na penúria).

O Parolo foi à Charcutaria comprar fiambre com a Delicinha.

Eu fui buscar mais umas coisas para juntar ao que já lá tínhamos.

Estou a chegar à beira do Parolo e chega também a vez dele de pedir o fiambre:

- ...75
- Sou eu. Queria fiambre.
- De qual?
- Perna
- Que marca?
- Pode ser esse (olha de relance para a montra) - ISIDRO
Eu começo a rir, a senhora esboça um sorriso e ele corrige IZIDORO, IZIDORO.

Nota 1 - agora parece que temos que tirar um curso de charcutaria para escolher o fiambre...credo...

Nota 2 - Ele sabia lá que fiambre queria...era fiambre e pronto

Nota 3 - por acaso até costumamos comer da Nobre....tipo há anos...mas ok...

Já fui e já vim!

E que boas foram as minhas férias...
Se descansei? Bem, não acordei de madrugada a correr para tomar banho, vestir e ir trabalhar.... Não tive assim muitas horas marcadas, tirando a hora dos biberões, da sopa, etc, mas não se pode dizer que descansei, mas pelo menos a rotina era diferente.

Foram umas férias diferentes do habitual, não estávamos só os dois a fazer o que nos dava na real gana, mas foram umas férias muito ricas e cheias de coisas boas.
Com a Delicinha não podemos ir para a praia a qualquer hora, não podemos vegetar o tempo todo, entrar no carro e ir sem destino e sem tempo, mas, com a Delicinha, passamos os melhores momentos do mundo, vemo-la a desenvolver-se a cada dia, a aprender coisas novas. A coragem de entrar no mar sem medo, ao contrário do pai, a brincar nas pocinhas, a transformar-se num croquete humano.

Depois os primos juntaram a nós, foi fantástico. O amor que eles têm uns pelos outros é enternecedor. Se os irmãos às vezes se pegam, com a Delicinha são de uma ternura impressionante.

Mas praiamos, piscinamos, passeamos, rimos, dormimos, gozamos e, num ápice, passaram as 3 semanas e estamos de volta à dura realidade dos horários mas, mesmo assim, uma dura e boa realidade.