sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Passadeiras vs Passeadeiras

Se há coisas que me irritam mais que os ciclistas nas suas lycras no meio da estrada, são os peões nas passadeiras.
Sendo que a maior parte dos meus encontros são com pessoas normais e cívicas, há sempre aquelas aves raras que não atravessam a rua, desfilam em slow motion pela passadeira de asfalto às riscas.

PORQUÊ???? PORQUÊ????

Será que terem o direito de prioridade quando estão na zebra lhes dá o direito universal de tomarem o tempo dos demais?? 
Há um objetivo, ir do ponto A para o ponto B, de um lado da rua para o outro. Será assim tão difícil fazê-lo de forma concentrada e rápida?
Ou vão ao telemóvel...ou vão a comer....ou vão a pensar na morte da bezerra... e quando lhes damos uma apitadela gritando "isto é uma passadeira, não é uma passeadeira" olham para nós como seres irascíveis, monstros que por terem carros se acham melhores que os outros.
Não é isso senhores, não é um complexo de superioridade, é apenas um impedimento prático de algo que deveria ser muito simples - atravessar a rua, ponto.

Perto de minha casa, em frente ao Centro Hípico do Porto, há uma passadeira super mal colocada. Está numa curva.
Quem vai se Leça para a A28 a dita está na subida mas está num local, quase um ponto cego do carro. Quando subimos estamos a curvar o carro e a zebra fica atrás da coluna A do carro (aquela entre a porta do condutor e o vidro da frente) e só quando estamos em cima dela é que vemos se tem alguém a atravessar (no sentido contrário, quem sai da autoestrada, a zebra fica no meio da curva na descida - um perigo, enfim...).
No outro dia, com o Parolo, estamos a sair de Leça e quando demos por nós paramos porque estava uma rapariga a atravessar...perdão, uma top model de uma marca internacional, tal era a lentidão com que se bamboleava pela passadeira. 
Ele parou para ela passar, mas era tal o arrastamento da criatura que levou uma buzinadela, é que não é nada, mas a lesmice dela podia originar um acidente do caneco. Um carro que estivesse a subir atrás de nós, como não tem visibilidade, poderia bater-nos na traseira.

Isto já para não imaginar que tinha a Delicinha no carro e se fosse algo de muito grave...nem quero pensar.

Voltando a buzinadela, o carro apitou, ela olhou..... e nada...ignorou-nos...pronto...levou uma aceleradela que até pinchou...ora porra...

Notem, não sou contra as passadeiras e acho que elas devem existir e devem ser respeitadas. Já testemunhei uma senhora a morrer atropelada por falta de passadeira; já testemunhei uma mãe com um filho ao colo a não ser colhida na passadeira por milagre (ela aproximou-se da passadeira, os carros pararam e ela avançou e de repente aparece um carro a acelerar por ali fora. Ela não foi colhida porque, por instinto, por mão divina, sei lá eu, parou a tempo).
Mas acredito que as pessoas têm que estar atentas e terem um comportamento cívico, lembrem-se, estão a ir do PONTO A para o PONTO B, não estão a mostrar ao mundo a colecção Outono-Inverno.

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